A Mulher-Maravilha vai conseguir devolver às amazonas o direito de viver entre os humanos? Essa é uma das questões centrais da nova fase anunciada pela DC Comics para 2027. A edição Wonder Woman #41, marcada para 20 de janeiro, abre uma história de quatro capítulos escrita por Louise Simonson e desenhada por Cian Tormey. A missão de Diana será tentar derrubar a Lei de Segurança das Amazonas, medida que afastou seu povo do chamado Mundo dos Homens.

O anúncio integra o Year of Wonder, iniciativa que comemora os 85 anos da personagem, apresentada originalmente em All-Star Comics #8, de 1941. Há uma distinção essencial: a DC confirmou a missão da heroína, mas não confirmou que a lei será revogada ou que as amazonas retornarão. O desfecho continua desconhecido.

O que muda em Wonder Woman #41?

A nova etapa começa depois da fase de Tom King e Daniel Sampere, cujo encerramento está previsto para Wonder Woman #40, em 16 de dezembro de 2026. A DC apresenta o próximo arco como uma mudança de situação para Diana e seu mundo, sem anunciar reinício da numeração ou descarte da continuidade anterior.

Na sinopse oficial, a Mulher-Maravilha pretende abolir a Amazon Safety Act, ou Lei de Segurança das Amazonas, para permitir que suas irmãs voltem ao convívio com a humanidade. Mas a própria editora levanta uma pergunta incômoda: depois de tudo o que sofreram, elas ainda querem voltar? A resposta pode ser mais complicada do que derrotar um inimigo ou conquistar uma decisão política.

Essa é uma premissa especialmente interessante para uma personagem associada à força física e ao ideal de justiça. Diana pode lutar para garantir a liberdade de seu povo, mas não pode decidir por todas as amazonas. O confronto entre proteção, autonomia e reconciliação dá à trama a possibilidade de discutir consequências de longo prazo, e não apenas uma nova ameaça a ser vencida.

Lois Lane e Vovó Bondade estarão na história?

Sim. Louise Simonson confirmou a presença de Lois Lane, Vovó Bondade (Granny Goodness) e das Fúrias Femininas. A participação de Lois aproxima duas personagens que enfrentam injustiças por caminhos diferentes: Diana atua como heroína e representante de seu povo; Lois investiga, questiona e leva informações ao público. A DC, porém, ainda não explicou como a parceria funcionará na prática.

Já Vovó Bondade e suas Fúrias remetem ao universo dos Novos Deuses e a estruturas de controle e doutrinação. A presença delas cria um contraste temático com a busca das amazonas por liberdade. Isso é uma leitura possível da premissa, não uma confirmação do plano das vilãs. A editora ainda não revelou como o confronto será desenvolvido.

Para quem acompanha as outras mudanças no catálogo da DC, nosso artigo sobre Absolute Justice e o Caçador de Marte apresenta outra das propostas que a editora prepara para 2027.

Quem assume a revista depois de Louise Simonson?

A história de Simonson e Tormey terá quatro edições. Depois, a roteirista Stephanie Williams e a desenhista Elena Casagrande assumirão a série principal por um arco de seis capítulos, que deverá se estender até outubro de 2027. Williams também antecipou uma parceria envolvendo Diana e Nubia, figura importante na história das amazonas.

A DC promete anunciar outros projetos e criadores durante o Year of Wonder. Por isso, os dez capítulos já detalhados não representam necessariamente a programação inteira. A iniciativa também não equivale ao cancelamento da revista principal, nem deve ser confundida com Absolute Wonder Woman, série ambientada em uma realidade alternativa.

Ter diferentes equipes criativas em sequência pode abrir espaço para que cada uma explore aspectos distintos da personagem. O desafio será manter uma evolução convincente entre os arcos, especialmente porque a primeira história partirá de um conflito que já estava em andamento antes da comemoração.

Por que a nova fase começa depois de Tom King?

O ciclo de Tom King e Daniel Sampere transformou a relação de Diana com as autoridades e colocou as amazonas no centro de uma crise política. A DC anunciou o encerramento dessa etapa na edição #40, prevista para dezembro de 2026. Simonson assume, portanto, um universo que já carrega consequências importantes.

Se a nova história tratar a Lei de Segurança das Amazonas apenas como um obstáculo que desaparece rapidamente, poderá perder parte do peso construído antes. Se mostrar que uma mudança na legislação não apaga imediatamente medo, ressentimento e desconfiança, terá espaço para aprofundar uma pergunta fundamental: como reconstruir a convivência depois de um período de perseguição?

O tema do pertencimento também aparece, sob perspectivas diferentes, em outros lançamentos da editora. O Portal já analisou os conflitos de Estelar com Tamaran e sua irmã e a realidade alternativa de Green Lantern: Doomed Cosmos. Essas histórias não são continuações umas das outras, mas ajudam a mostrar como a DC vem explorando identidades e lealdades em diferentes títulos.

Quando sai Wonder Woman #41?

Wonder Woman #41 tem lançamento anunciado para 20 de janeiro de 2027 nos Estados Unidos, em lojas de quadrinhos e plataformas digitais. A edição terá 32 páginas, com preço de capa de US$ 4,99. A capa principal é assinada por Ryan Sook. As variantes anunciadas incluem Daniel Sampere, Walter Simonson, Cian Tormey, David Nakayama e Alexander Lozano. Não foi divulgada, nesse anúncio, uma data específica para publicação brasileira.

A chegada de Louise Simonson também tem importância histórica. A roteirista é um nome de longa trajetória no mercado norte-americano e assume um arco central da revista da Mulher-Maravilha em um momento de comemoração. A expectativa está menos em uma simples troca de nomes e mais na maneira como a nova equipe equilibrará a dimensão política da história com o lado humano da personagem.

A DC confirmou que as amazonas serão libertadas?

Não. O que está confirmado é a tentativa de Diana de revogar a lei e abrir o caminho para o retorno de suas irmãs. A decisão das amazonas e o resultado do conflito continuam em aberto. Lois Lane, Vovó Bondade e as Fúrias Femininas fazem parte dos elementos divulgados, mas seus papéis detalhados ainda não foram apresentados.

É justamente essa incerteza que torna a nova fase uma pauta promissora: a Mulher-Maravilha pode descobrir que salvar um povo também significa respeitar suas escolhas, mesmo quando elas não coincidem com aquilo que a heroína desejava. A resposta começará a aparecer quando a edição #41 chegar às bancas.

Fontes: DC Comics — anúncio oficial do Year of Wonder (20/10/2026); DC Comics — encerramento da fase Tom King (18/09/2026); AIPT — cobertura do anúncio (21/10/2026).