Castlevania voltou com uma protagonista que carrega um sobrenome lendário. Lançado em 15 de outubro de 2026, Castlevania: Belmont’s Curse acompanha Rose Belmont, filha de Trevor, em uma Paris tomada por criaturas sobrenaturais. A grande questão é por que uma nova geração precisa enfrentar a ameaça de Drácula depois da vitória de seu pai.
O jogo oferece uma resposta por meio da cronologia, da exploração e do legado da família Belmont. A seguir, explicamos o que está confirmado pela Konami, como o título se conecta a Castlevania III: Dracula’s Curse e o que a crítica achou desse retorno. Sem spoilers decisivos da campanha.
Quem é Rose Belmont?
Rose é a protagonista do novo jogo e filha de Trevor Belmont, caçador de vampiros conhecido por enfrentar Drácula em Castlevania III. A Konami confirmou oficialmente essa ligação. Análises especializadas também a identificam como filha de Sypha Belnades, outra figura importante daquela geração.
Escolher Rose significa trocar a perspectiva do herói consagrado pela de sua sucessora. Ela herda um nome que representa séculos de resistência aos monstros, mas precisa lidar com um conflito próprio. A proposta não é simplesmente repetir as ações de Trevor: é mostrar como o passado da família continua afetando quem vem depois.
Por que a história se passa em Paris, em 1499?
A data não é um detalhe aleatório. Segundo a produtora, Belmont’s Curse acontece 23 anos depois de Castlevania III: Dracula’s Curse. Em 1499, criaturas invadem Paris e um castelo ameaçador domina o cenário. Rose parte para enfrentar a escuridão e proteger os moradores da cidade.
Esse intervalo cria uma ligação direta com a geração de Trevor sem obrigar o jogo a recontar a aventura anterior. Também reforça um tema clássico da franquia: derrotar Drácula em um período não garante que a ameaça desapareça para sempre.
Há uma ressalva importante para fãs da animação. A Konami menciona a história de Castlevania III e a série animada em sua apresentação, mas isso não confirma automaticamente que jogos e animação compartilhem todos os acontecimentos na mesma continuidade. Sem uma explicação específica, o mais seguro é falar em referências e conexões, não em equivalência absoluta.
O que mudou no combate e na exploração?
Desenvolvido em colaboração por Konami, Evil Empire e Motion Twin, o jogo é uma aventura de ação e exploração em duas dimensões. O tradicional chicote Vampire Killer serve tanto para enfrentar inimigos quanto para alcançar partes do cenário, tornando a movimentação uma peça importante da experiência.
Os mapas incentivam a procura por passagens alternativas, segredos e melhorias. À medida que Rose adquire novas habilidades, o jogador pode voltar a áreas antigas e encontrar rotas que antes estavam bloqueadas. É uma evolução familiar a quem gosta de metroidvanias, mas construída em torno dos instrumentos e da identidade de Castlevania.
As análises também destacam cartas de tarô relacionadas a habilidades e pistas. Em vez de funcionar apenas como decoração temática, esse recurso ajuda a conectar a progressão da personagem à investigação dos desafios espalhados pelo castelo.
É uma discussão parecida com a que abordamos ao explicar as mudanças anunciadas para o remake de Zelda: Ocarina of Time: modernizar uma franquia exige preservar o que a tornou reconhecível, mas também oferecer motivos para uma nova visita.
Castlevania: Belmont’s Curse agradou à crítica?
As avaliações iniciais não são unânimes. A Radio Times elogiou a exploração e os enigmas, especialmente quando o castelo se torna mais aberto, mas observou que alguns chefes e deslocamentos poderiam ser melhores.
A PC Gamer foi mais crítica à resposta de certos comandos, ao tempo de execução de movimentos com o chicote e à fluidez de algumas seções. A publicação, porém, também identificou uma melhora na aventura quando os quebra-cabeças do castelo ganham destaque. São impressões de jornalistas que testaram o jogo, não problemas comprovados em todas as plataformas.
Essa divisão é relevante porque Evil Empire trabalhou anteriormente em conteúdo de Dead Cells, título lembrado pelo ritmo ágil. Em Castlevania, a equipe precisa equilibrar velocidade, precisão e o peso tradicional dos confrontos. A pergunta não é apenas se o combate ficou moderno, mas se ele combina com o ritmo de exploração.
Outras franquias enfrentam dilema semelhante. Nossa análise de Gears of War: E-Day e o retorno às origens mostra por que revisitar uma identidade clássica não significa necessariamente copiar o passado.
Onde jogar e quais são as edições?
O lançamento de 15 de outubro de 2026 contempla PlayStation 5, Nintendo Switch, Xbox Series X|S e PC. No caso da Nintendo, a versão oficialmente anunciada é para Switch; não é correto chamá-la de edição nativa de Switch 2 sem confirmação específica.
A Midnight Edition acrescenta itens extras, incluindo trajes inspirados em Trevor e Sypha, galeria digital de arte e músicas e uma relíquia para uso no jogo. A campanha principal está disponível na edição padrão.
Para quem acompanha o encontro de séries clássicas com novos consoles, também vale ler nosso artigo sobre a coleção Kingdom Hearts no Switch 2.
Por que Rose Belmont importa para o futuro da série?
Em 2026, Castlevania completou 40 anos. O caminho mais previsível seria celebrar o catálogo antigo. Em vez disso, a nova aventura usa uma descendente de Trevor para ampliar a história de uma família que já enfrentou Drácula em diferentes épocas.
Rose é uma ponte para dois públicos: quem conhece a cronologia dos jogos reconhece o legado de Trevor; quem chegou à franquia pela animação encontra personagens e temas familiares. O desafio do título é fazer esse legado parecer vivo, não apenas nostálgico.
O que você prefere: novas gerações da família Belmont ou outra aventura protagonizada por Trevor e Sypha?