Se você pegasse a movimentação fluida de Apex Legends, misturasse com a estratégia de cerco de Rainbow Six: Siege e jogasse tudo isso num mapa com objetivos estilo MOBA, o resultado seria Highguard.
Lançado recentemente pela Wildlight Entertainment (estúdio fundado por veteranos que criaram Titanfall e Call of Duty: Modern Warfare), o jogo chegou com a promessa de inaugurar um novo gênero: o “Raid Shooter”.
Mas será que essa salada de frutas funciona na prática? O site CBR e a crítica especializada concordam em um ponto: a base é sólida, mas a casa ainda está em construção. O Portal Drop Geek mergulhou nos servidores para te dar a resposta definitiva.
O Que é Highguard? (A mistura de Overwatch com Rainbow Six)
Esqueça o Battle Royale. Highguard aposta em partidas 3v3 focadas em objetivos. A premissa é simples, mas caótica: dois times de “Wardens” (heróis com habilidades únicas) lutam em um mapa aberto.
O fluxo da partida se divide em fases:
- Coleta: Você mata NPCs e coleta recursos para ficar mais forte.
- A Disputa: Uma espada lendária chamada “Shieldbreaker” (Quebra-Escudos) aparece. Quem pegar, ganha a vantagem.
- O Cerco (Raid): O time com a espada deve invadir a base inimiga para destruí-la, enquanto os defensores usam armadilhas e habilidades para segurar o ataque.
É uma dinâmica de “gato e rato” que gera momentos de tensão incríveis, especialmente quando você está defendendo sua base com 1% de vida restante.
O Pedigree: A Herança de Titanfall e Apex
Sendo feito pelos criadores de Titanfall, a expectativa sobre a “gunplay” (a sensação de atirar) era alta. E Highguard não decepciona nisso. As armas têm peso, o som é crocante e a movimentação é extremamente satisfatória.
- Destaque: O combate montado. Diferente de outros jogos onde o cavalo/moto é só transporte, aqui você luta em cima da montaria, o que adiciona uma camada de velocidade e adrenalina rara em shooters táticos.
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O Ponto Alto: A Mecânica de “Raid” e o Escudo
A grande inovação elogiada pelo CBR é como o jogo força a cooperação. Não dá para ser um “lobo solitário”. Se o seu time pegar a Shieldbreaker, o jogo muda de um “tiroteio no parque” para um “ataque tático”. Você precisa coordenar com seus aliados: um quebra a parede, o outro joga fumaça e o terceiro planta a bomba.
Quando funciona, é mágico. É aquela sensação de Heist (assalto a banco) misturada com superpoderes.
O Problema: Conteúdo Raso e Problemas Técnicos
Porém, nem tudo são flores no jardim da Wildlight. A principal crítica – e o motivo do jogo não ser um sucesso instantâneo – é a falta de “recheio”.
- Poucos Modos: Atualmente, o jogo gira em torno de um único modo principal. Depois de 10 horas, a repetição começa a bater forte.
- Otimização: Muitos jogadores de PC relataram quedas de FPS e travamentos, algo imperdoável para um jogo competitivo que exige precisão.
- Identidade Visual: Embora bonito, os personagens (“Wardens”) ainda parecem um pouco genéricos, sem o carisma instantâneo de um Pathfinder ou de uma Jett.
A crítica do CBR resumiu bem: “Highguard tem os ossos de um gigante, mas precisa de mais carne.”
Veredito: Potencial vs. Realidade
Highguard é um jogo bom? Sim. Ele vai matar Overwatch ou Valorant hoje? Não.
O jogo sofre da “síndrome de lançamento antecipado”. A jogabilidade core é divertidíssima e viciante, mas a falta de variedade pode afastar jogadores casuais rapidamente. A boa notícia é que, sendo um “Game as a Service” (GaaS), ele pode evoluir.
Se os desenvolvedores ouvirem a comunidade e lançarem novos mapas, modos e heróis rapidamente, Highguard tem tudo para se tornar um dos grandes. O potencial está lá, gritando para ser lapidado.
O Veredito Drop Geek
Vale a pena baixar? Como é Free-to-Play, a resposta é um sonoro SIM. Junte dois amigos, baixe na Steam/Console e tire suas próprias conclusões. A diversão das primeiras horas é garantida, mesmo que o futuro ainda seja incerto.

